sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Muda, Tudo Muda

Com todo perdão existente no mundo para  a minha ousadia,  tentarei comparar os meus últimos 365 dias com a  poesia de “Cambia” (link no fim deste devaneio) e a cruel tradução ( que mesmo assim é melhor do que a minha, afinal meu espanhol está longe até se der “sofrível”) achada no Google, abaixo seguem os pensamentos que me contemplam a mente hoje, exatamente 24h antes de adentrar aos 36.

A verdade maior desses meus 35 é que Muda, Tudo Muda!


Verdades antes tidas como certezas partiram água a baixo. Dilemas e paradigmas de que “isso não é certo Ana” , “Onde já se viu!”, “Vc não pode estar querendo fazer isso”, já eram.  35 foi uma boa idade, não tenho do que reclamar, mudei meu modo de pensar, mudei muitas coisas no meu mundo.

Esse ano senti mais frio, mudou o clima dentro de mim. Mudei a maneira de ver os que estão a minha volta, meu ciclo de nariz vermelho cresceu imensamente florescido de novos amigos, historias e descobertas. Mudaram as pessoas a minha volta , talvez por ter mudado a maneira que eu enxerguei essas pessoas. Mudei valores, muitos valores.

Não estou certa se lapidei brilhantes, acho que não! Nos meus 35 me lapidei, me despi de peles e capuzes que camuflavam partes de mim, as vezes não tão belas, porem que fazem parte de mim.  Amores mudaram e com eles as sensações por eles provocadas. Aprendi a tentar amar de longe e a aproveitar finais de semana com mais intensidade. Aprendi a gostar do que antes para mim parecia um misto de loucura com desafio e a aproveitar cada segundo proposto por essa sensação.

Mudei rumos que me causaram danos e dor quebrando vasos e pisando nos cacos. Não retirei todos os cacos e outros lá pisaram. Mudei  aprendendo com a dor e me vestindo com a roupa de quem se fortalece com o sol que nasceu pra mim todos os dias.

Corpo, pelos e músculos mudaram um pouco também (algo razoavelmente esperado em uma aquariana), e me vi as vezes, quase que diariamente talvez, de frente a espelhos enfrentando dor, desafios, músculos e suor.

Muitas mudanças em uma só. Uma Ana que continua a mesma, porém modificada.

Complexo? Não imaginei que conseguiria ser diferente, ser mais simples.


Muda, Tudo Muda .


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

É por isso que o tempo passa.

Tem duas datas no ano que me fazem pensar no que passou, desconfio que para todos sejam as mesmas, aniversário e a proximidade do réveillon ( não adianta, escrevo réveillon e lembro da música da Adriana Calcanhoto “como é que se escreve réveillon” e me dá sempre um medinho de escrever errado).

Escrever sobre o que passou sem que pareça algo nostálgico é complicado, mesmo pq meu cérebro tem um mecanismo de lembrar somente das coisas boas, por exemplo, agora pouco durante o banho pensava “2016 foi complicado, mas o que mesmo me aconteceu de ruim?” e lembrei somente de dois acontecimentos, isso é um mecanismo de defesa, não é?

Posso dizer que comecei o ano arriscando, tentando algo que sinceramente pensei que fosse dar certo, novas relações interpessoais, novo ciclo de pessoas , histórias, culturas e por fim, o que muitos poderiam  achar que foi algo passageiro e sem marcas, deixou em mim uma marca quase materna de amizade, companheirismo e cumplicidade bem longe de SP e agora eu sei que namoro a distancia comigo não dá certo, porém , na maternidade postiça eu me dei bem.

2016 foi um ano de gratidão (acho até que essa palavra anda meio batida nos posts e imagenzinhas de auto ajuda espalhados nas redes sociais). Um ano onde eu pude ver muito do que acredito nos olhos de outros, me senti grata demais por isso. Vi novas paixões pelo nariz vermelho surgirem em encontros regados a descobertas, sons e pq não dizer, religiosidade. Fé, força e coragem pra não desistir nasceram em noites de terça na capela de um hospital e dentro da rouparia de outro, quando num dia de tristeza desabei no colo de irmãos, mesmo montada de Bavettinha e saindo de lá me vi forte novamente.

Chorei por quem se foi sem se despedir e chorei de desespero pensando que havia chegado a minha vez . Passei algumas noites pensando no rosto de quem me provocou desespero, hoje felizmente já não sou capaz de descrever perfeitamente aquele rosto, lembrança essa que vai ficar em 2016 , sem passagem ou bilhete para me atormentar no ano que vem.

Ultrapassei barreiras e limites, mantive a força (mesmo que as vezes com muita preguiça ) de estar a mais de um ano fora do sedentarismo, terminei o ano com um exame que, mais do que me dar um certificado e uma cor na luta, mostrou que quando eu quero, sou capaz de verdade. Fiz amizades, dei boas risadas e ainda deu uma enrijecida nos músculos, olha só quanta vantagem em dar uns bons socos e chutes.

Fui testemunha de um amor lindo, vi de pertinho com mais um grupo seleto de amigos, uma irmã assumir perante várias pessoas que escolheu um homem integro e companheiro para dividir suas alegrias e angustias, com tudo isso ainda ganhei um irmão de risadas, bons papos e até mesmo noites fazendo pizza.

O ano ta acabando, o calendário já esta na ultima página, mas eu sigo firme e forte, arriscando e tentando sempre , pq a Felicidade está logo ali, pertinho, mas não ta parada, estagnada, ela corre rápido e eu to logo atrás, arriscando novos caminhos para alcança-la.

Só faltam 2 meses para a próxima reflexão, que venha 2017!





quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O controle das piscadas da vida


Inspirações me fazem escrever, viver e conjugar todos os demais verbos. Hoje, após uma real sensação de satisfação plena (algo que não é simples de sentir, mas que felizmente venho sentindo com certa frequência), lembrei do título daquela música do Teatro Mágico “O que se perde quando os olhos piscam” e pensei  “Como é bom estar com os olhos bem abertos para não deixar ver a vida passar em branco”, porque a vida , no fundo, é bem cor de rosa.
Há exatos 4 anos nascia a Juju e naquela época me via deslumbrada com o fato de ter uma criança em casa, alguém que eu ensinaria ( ou tentaria ensinar) um “pocado” de coisas, alguém que encheria meus olhos de felicidade a cada descoberta ou sorriso.
Pois é, não estava errada, naquela época queria me ver hoje, quando ela tivesse 4 anos e assim pudesse analisar o quão diferente eu estaria, o quanto ela teria definitivamente mudado a minha vida . Hoje, mais de 1400 dias depois, chego à conclusão de que quem aprendeu fui eu.
Aprendizado é realmente a palavra que trás ainda mais inspiração. Aprendi que realmente aquele consumismo bobo , transmitido com maestria pelos mestres da propaganda (não deixo de “tirar o meu chapéu” para eles) definitivamente não é nada necessário, a felicidade está nas coisas mundanas , no confeito rosa dentro do seu bolo ou na boneca de papelão que ficou “em pé” nele com a ajuda de um palito de churrasco. Aprendi que amor não separa pais separados e que, por mais que muitos adultos bobos queiram, o bom é estar todo mundo junto pra apagar a velinha e emanar aquela luz e energia pra mais um ano de descobertas. Aprendi a ser uma pessoa melhor, a valorizar o dia que chego cedo e ela vem com aquela carinha de pedinte falando “Tia, vamos brincar de maquiagem” e consequentemente a desvalorizar qualquer produto de maquiagem da minha nécessaire e eu tenha comprado pensando em durar a eternidade.
 
A eternidade é o agora e o AGORA é viver com cuidado pra não piscar demais e perder a vida passando. Hoje, uma tia fez aniversário!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Se não houver vento, reme!

 
Um breve relato sobre a sensação de achar o caminho certo junto das pessoas certas.
 
 
Isso aqui definitivamente não é um diário, há tempos passou a ser um local onde paro para refletir acontecimentos, ações, datas, pessoas, lugares e motivos que me fazem ver a vida de outra maneira.
 
Quando se é chamada (digo chamada porque seja qual for o motivo, razão ou acontecimento existe um chamado, seja ele físico ou não) e o desafio é aceito, o primeiro passo é acreditar no poder da sua ação, seja ela qual for. Há 2 dias atrás, um chamado aconteceu e o telefone da minha sala tocou.
 
Joaquim, o enfermeiro
Joaquim é um enfermeiro anjo que tenho o prazer de ser amiga e de ter conhecido no meu trabalho, pessoa literalmente iluminada que nasceu para cuidar, posso até afirmar que tem isso como objetivo de vida, cuidar do próximo, era ele do outro lado da linha.

Trabalhando na psiquiatria do hospital, Joaquim me chamou pra conversar sobre uma paciente (sim, eu continuo sendo a menina da comunicação, antes que estranhem).
 
Dona Teresa (que até então não sabíamos se era Teresa mesmo o seu nome) estava internada desde 15/10 , havia sido encontrada na rua por policiais e não lembrava o seu endereço, familiares, bairro onde morava, nada. Com sinais de uma idosa bem cuidada por familiares, eximindo  assim a possibilidade de não ter uma família , chegamos ao dilema, o que poderíamos fazer? Providencias legais já haviam sidos tomadas, mas será que não haveriam outras possibilidades de acharmos os familiares daquela senhora?
A sorridente Dona Teresa
 
Agora chega a parte “tapa na cara da Ana Paula”.
 
Eu não acreditava muito no poder de rasteio de pólvora das redes sociais para causas assim, mas era a tentativa (pra mim, rede social ainda estava muito ligada ao compartilhamento de noticias sem importância ou sensacionalistas), e foi o que fizemos.
Dona Teresa pousou lindinha e sorrindo pra foto que foi para no facebook, twitter, Instagram e enviada para “pauteiros amigos” de assessores na mesma hora. De início me surpreendi e agradeci aos compartilhamentos dos meus amigos de verdade, aqueles que me conhecem e sabiam o quanto aquilo era importante pra mim.
 
Foram 1553 compartilhamentos em menos de 24h e hoje pela manhã, o poder da rede social, da rede do bem, da minha rede de amigos e da rede de amigos dos amigos dos amigos dos amigos, me mandou uma mensagem, era a filha da Dona Teresa se identificando e pedindo informações de como e onde poderia ir buscar a sua mãe.
 
Pensei que fosse trote, pensei que estava sonhando, pensei que não era real, mas era. Cheguei correndo no hospital atrás do Joaquim, comemoramos juntos e ganhei um abraço de anjo protetor do meu enfermeiro/amigo/irmão.
 
Por volta das 10h30, aquela senhorinha simpática que posou sorrindo pra mim, voltou pra casa. Família orientada pelo médico e dona Teresa junto com suas filhas.
 
Não me arrependo de ser comunicóloga e de ter escolhido, mesmo que por acaso, trabalhar na área da saúde, trabalhar de dia, noite, madrugada e fins de semana. As vezes penso “Poderia ser mais fácil se estivesse em outra área”, mas o destino me responde “Não, Ana Paula, aí é  o seu lugar!”
 
Novamente um pouco mais esperançosa no mundo e feliz demais, muito feliz, phodasticamente feliz .
 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Uma história de amor e humor leve e jovem


A primeira impressão quando o espetáculo inicia é que assistirá uma peça apresentada por jovens atores, daquelas bem amadoras, mas a surpresa é deliciosa quando nos deparamos com um texto dinâmico, uma direção detalhista e atores que estão longe de serem classificados como amadores.


Risadas e surpresas, a preço justíssimo, transformam a Farsa do Amor Impossível em uma ótima opção de entretenimento e diversão para quem gosta de um bom teatro. 
Super recomendo!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Porque o eu, tu, ele...Nem sempre são pessoas diferentes

Mais do que religiosidade e ensinamentos bíblicos, a pequena história que vive hoje, me fez pensar um pouco no que estamos nos transformando e na fatídica pergunta que as vezes me assombra "Onde vamos parar"?

Infelizmente não é a primeira vez que isso passa pela minha cabeça esta semana, o que me deixa ainda um pouco mais intrigada. As vezes me coloco no lugar das mães, essas que ainda tem filhos pequenos e que são movidas pelo instinto de proteger a sua cria dos perigos. Como preservá-los dos próprios Seres Humanos, da mesquinharia e soberba dos que, ditos inteligentes, estão deixando de rastro para as próximas gerações? 

Trabalho em uma região nobre de São Paulo, lugar de pessoas elegantes e educadas ( educação escolar mesmo, quanto a cultural eu não ousaria afirmar), a Avenida Paulista, cartão postal da cidade mais "rica" do Brasil. Hoje, após o expediente, parei numa padaria dessas "chiques" , essas que oferecem de tudo, manobrista na porta, pães variados etc, precisava comprar pão francês. Cheguei no balcão e pedi 8 pães e a atendente pediu se eu poderia aguardar 10 min para que saísse a próxima fornada, aguardei e enquanto isso resolvi descobrir se tinha fermento biológico fresco pra vender, pois amanhã vou precisar. Indaguei o Sr que estava na parte dos frios, ele explicou que realmente não tinham para vender, que estava um pouco complicado de encontrar o fermento em qualquer supermercado porque o seco havia tomado conta do "mercado" e tal ... o papo desenrolou durante os 10 minutos, falamos basicamente de pão, receita, fermento, sabor, massa... e neste tempo o pão ficou pronto, então, voltei para a fila. Na hora que eu estava pegando o saco do pão, o mesmo Sr , que havia saído do balcão dos frios, saiu da cozinha com um saco de papel , colocou na balança, olhou pra mim e disse : "Moça, 120 gr dá para o que você precisa fazer"? Olhei pra ele e soltei um "Lógico que dá, muitíssimo obrigada, o Sr salvou a minha receita" e nesta hora escutei um "Moça, você foi a pessoa mais simpática e agradável que passou hoje nesta padaria, não fiz mais do que a minha obrigação, você alegrou o meu dia."

Sai rindo e pensando, será isso mesmo?? Será que ninguém, nenhum cliente que passou por aquele balcão hoje foi no minimo educado a atencioso com aquele Sr? Os clientes realmente acham que ali, atrás do balcão tem uma máquina, alguém para o qual se pede algo, aperta o botão e sai pronto, seu pedido express? Alguém diferente dele mesmo?


Não sou o tipo de pessoa que acredita na felicidade suprema, na totalidade da bondade humana, meu mundo não é cor de rosa, ele é manchado e multicolorido, mas pensar em situações como esta , de "exclusão" do seu semelhante,  me dão nojinho e martelam questões que as vezes, felizmente, esqueço que ainda existem.

sábado, 24 de maio de 2014

O quanto de tudo é possível acontecer em 8 dias?

Nada como a sabedoria do tempo para valorizarmos algumas coisinhas da nossa infância, hoje entendo melhor o pq da composição (na minha infância era assim que as professoras chamavam, não tenho ideia de como se chama atualmente) “Minhas férias”.
É impressionante como a fuga da rotina, mesmo que curta, muita curta, nos ensina sempre.
Sim, estive em Floripa, não para conhecer aquela terra linda (mesmo com alguns detalhes que vou escrever abaixo, aquele lugar continua lindo) e sim pra matar a saudade da minha irmã, família postiça e quase que exclusivamente da minha princesa, afilhada e manezinha mais linda.
Defintivamente não foi uma viagem comum, como outra qualquer, sai de la com sentimentos diferentes, com a certeza de que precisamos mesmo aproveitar cada momento junto de quem gostamos e de quem nos faz bem, sei que isso parece até frase tirada de post de auto ajuda do face, mas não é! Sentar na cama pra fofocar, fazer a unha, dividir maquiagem fazendo planos de , "pq este sim" “pq este não”, pq usar base mais clara no inverno, inventar uma nova mudança no visual , sentar na sala pra ver tv, esquecer que ela esta ligada e conversar, conversar, conversar, lembrar da infância, planejar o futuro, imaginar o que será de nós, aff quanta coisa!!
O quanto de tudo é possível acontecer em 8 dias?
Que não importa o termo utilizado pelo médico no diagnostico de um exame, hoje o google ajuda a traduzir.
Que se é capaz de conhecer alguém e no minuto seguinte trata-lo como seu amigo de infância, dividir segredos, abusar dos préstimos, rir e ter vontade de guardar esse seu mais novo amigo na caixinha.
Que nem sempre táxi é a melhor solução quando se quer voltar da “baladinha” e que painel do carro que avisa que o sistema ABS está com defeito não é uma boa opção para carros que pretendem trabalhar como táxi, mesmo com passageiros que estão saindo do barzinhos.
Que algumas mães de manezinhos esqueceram aquela brincadeirinha educativa que se faz de ensinar as palavrinhas mágicas e que atendimento ao público de qualidade , agilidade e educação não anda sendo muito praticado por lá.
Que é possível levar o castelo de várias princesas da Disney pra um salão, e essa magia fica ainda melhor quando vc vê a sua princesa rodeada de pessoas que a amam e ajudam a transformar uma simples sexta, na melhor sexta da sua vida!
Que irmã se preocupa, torce e da apoio nas mais diversas loucuras que a outra resolve encarar, manda whatshap e depois que descobre que ta tudo bem te acorda com um “CONTA TUDO”.
Que você nunca deve deixar pra alugar um carro em Florianópolis sem antes ter reservado antes.
Que nem sempre a padaria tem pão e a melhor carne que se pode encontrar no açougue  nem sempre é uma picanha.
Que 8 km de caminhada passam rapidinho quando a cia é encantadora!
Que nunca foi tão bom comer verduras e legumes fresquinhos.
Que a vida coloca pessoas no nosso caminho que aparentemente não tem nada haver com o nosso jeito ou maneira de pensar, mas que no fundo aquilo tudo acontece pra ensinar que tudo pode mudar e que lá no fundo do poço tem uma corda, basta ter vontade de subir.
Enfim, que fazer as malas e voltar pra casa nunca foi tão difícil.





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014


Queria um tempo sem tempos verbais, poderia ser um ano somente, onde passado, presente e futuro não fossem preocupações. Sei que isso pode parecer uma alienação, piração total (e no fundo até é) , mas quero somente as ações, os verbos sem conjuga-los.

Minha personalidade e meu jeito me impedem de ser alienada, falo muitas loucuras, faço bem poucas . Quero viver os verbos, aqueles mais gostosos de se sentir, amar,  gostar, gozar, beber, comer, dormir, fazer, ler, escrever etc, de maneira intensa e insana. 

As vezes tb queria parar o mundo, dar um pause, coloca-lo no lugar, engrenar os relógios  novamente, dar uma de super herói mesmo, e no caso de não conseguir resolver, devolve-lo pra Deus e falar :  
- Cara, conserta ai e manda novamente que agora vai dar certo.

Quero pedidos de aniversário diferentes este ano, vou apagar as velinhas e alterar ao clichê "saúde, amor e paz" por "saúde, ações e um pouco de pó de pirim plim plim", ai quem sabe este ano que tanto espero não venha, quem sabe 100 gr deste pó já não me ajudem a acertar e dar corda em muitos relógios por ai.

Devaneios de alguém que chegará em breve aos 33? Quem sabe?

Me ensinaram que os pedidos se realizam quando apagamos as velinhas, pulamos 7 ondinhas ou estouramos uma  rolha , nem que seja de uma sidra. Me ensinaram também  que um ingrediente, certeiro para que a receita dê resultado , é o poder de acreditar, e  eu, hoje, acordei assim, acreditando!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mostrando a minha cara!

Impossível não sair embriagada de som, poesia e encantos da exposição "Cazuza, mostra a sua cara" em cartaz no Museu da Língua Portuguesa até o final de fevereiro de 2014 .

Não mudei a minha opinião sobre o poeta ariano torto, ele continua sendo, juntamente com o Renato (o Russo), o cara que conseguiu colocar em canções tudo que eu já senti, ou seja, não tem como sair de lá ilesa as manobras de sedução e genialidade de Cazuza.

Salas com projeções, som, imagem, e o panorama histórico perfeito entre os acontecimentos na politica, cultura e economia do Brasil que se misturam com a linha cronológica da vida do músico, estas são somente algumas atrações que fazem o público emergir por horas na mente do homenageado. Ah, sem esquecer do telefone que toca e ao atender é possível ouvir ele falando diretamente com você e também da sala "karaokê" onde o publico canta  (ou tenta cantar, como eu e a Paulinha, minha companheira nesta aventura) canções como Ideologia e Codinome Beija Flor.


Para não fugir do esteriótipo "museu" , a mostra ainda conta com a exposição de peças de vestuário, um all star branco de cano alto , escova de dente, de cabelo , óculos e bandana, tudo dentro de caixas pretas e envolto a versos de músicas e  bilhetinhos manuscritos por ele.




(Um parênteses)
Infelizmente, que a exposição peca na logística , fluxo e disposição das instalações, que por vezes, ficam apertadas e demasiadamente abafadas pelo calor e excesso de pessoas, além é claro, da "simpatia" da orientadora de público que estava na entrada da exposição ( Maiara), berrando e tratando os visitantes com extrema grosseria e rispidez ( felizmente era só ela, os demais eram simpáticos e atenciosos)  , sem contar a falta de acessibilidade e de locais para que gravidas e mães com crianças pudessem sentar enquanto aguardavam para entrar na cabine fotográfica ( instalação que fica na saída da exposição, geralmente com fila, mas que vale a pena pela lembrança).
(Fechando o parênteses)

 Aos apaixonados por boa música, mostre a sua cara , abra seu coração e inunde sua mente!

Informações: http://www.museulinguaportuguesa.org.br/exposicoes.php


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Empatia pra mover a engrenagem.

Muito se fala atualmente do ser pró ativo, ser solidário, pensar em grupo, amor ao próximo etc etc etc, mas andei pensando e acho que o mundo seria melhor se fossemos movidos por por uma palavra: EMPATIA.

Empatia traduz o ato de nos colocarmos no lugar dos outros, de abrirmos o nosso mundinho egoísta e egocêntrico e, antes de pensar, agir e falar, nos colocarmos no lugar de quem esta lá, do outro lado, como receptor dos nossos desejos, anseios, palavras e vibrações.

Muitos falam que o mundo precisa de amor, concordo " All You Need Is Love" poderia ser um hino entoado aos 4 ventos, berrado nas praças, ruas , cantarolado no banho e no egoísta trajeto ao caminho do trabalho no fone de ouvido, mas o que seria esse amor se não o amor ao próximo, a vontade de que todos sejam felizes e vivam com mais tranquilidade e serenidade.

Não, eu não enxergo o mundo cor de rosa, claro que não! Mas não deixo de pensar que ele poderia ser sempre um pouco mais azul, claros nos dias de sol e pq não, acinzentados nos dias de chuva, mas sempre azul. O mundo pode ser azul num dia triste, lembro até hoje de um professor de literatura explicando como a gente coloca sentimentos na natureza, que está lá, sempre do mesmo jeito, mas que nós, enxergamos com os olhos do que estamos sentindo, ou seja, voltando ao raciocínio inicial, o céu estará sempre azul. 

Ser grato, humilde, generoso, paciente, amoroso, sincero, cavalheiro etc , são decorrência de atitudes empáticas,  mas acho necessário deixar claro que não penso que ser empático seja uma qualidade, não!!! Para mim é OBRIGAÇÃO. 

Infelizmente não são muitas culturas familiares que pensam assim, mas, se um dia eu deixar um legado genético meu para a posteridade com um filho, essa vai ser a primeira lição, se coloque no lugar do outro, pq assim a engrenagem da sua vida vai rodar sempre lubrificada.


Empatia: Capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Errar, superar e aprender.

Demorou um pouco mais de 6 meses para "digerir" tudo que aconteceu e  entender, aprender e recomeçar.

Realmente, sempre fui um tanto incrédula quanto a existência de algumas doenças psiquiátricas, a tão falada e até relacionada como "doença do século", depressão era uma delas. Sei que pode parecer ignorância, no fundo até acho mesmo que seja, mas acreditar que o Ser Humano possa se deixar abater, a ponto de não ter vontade de levantar da cama, pentear o cabelo, ou fazer outras tarefas simples e corriqueiras, era algo que eu não compreendia, até conhecer (bem de leve, mas o suficiente) ela na pele.

Pois é, se a sábia inteligência das nossas avós e mães já dizia que algumas palmadas educam e aprendemos com elas, porque duvidaria disso? Apanhar quando somos adultos é diferente, doí bem mais do que palmadas na bunda, provoca um choro agonizante que não passa com desenho na tv ou com a distração de um brinquedo.

Apanhei um pouco durante esse tempinho,  e felizmente compreendi melhor um "punhado" de coisas com isso. Hoje sei realmente que, por mais que a comunicação seja clara, o seu jogo seja limpo e as suas cartas tenham sido colocadas em exposição na mesa, nem todos os jogadores acreditam, desconfiam de um blefe, uma falcatrua e quando menos esperamos, durante o jogo da vida, resolvem aplicar uma "vingança" sobre algo que nunca aconteceu. 

Valores também ficaram mais claros durante esse período, entendi que infelizmente ainda existem pessoas que "segregam" de maneira aparentemente disfarçada, preconceitos oriundos de mentes pobres, e pq não dizer podres. Aprendi que ficar sem emprego, dinheiro e sem chão é péssimo, mas grandes salários e cargos pomposos em grandes empresas, nem sempre trazem a nossa paz, ainda mais quando a exigência ultrapassa os limites profissionais e entra em uma discussão de caráter puramente pessoal e descriminatório.

Não, eu realmente não acho que estou sempre certa, muito pelo contrário, erro sim, sou distraída e desatenta em muitos aspectos, mas descobri que pra sair do fundo do poço, é necessário voltar a se amar, resgatar aquela vontade que me fez acordar cedo todos esses anos para ir na escola, trabalhar , bancar a faculdade, pós, especialização etc , e trazer de volta aquela Ana Paula que escolhi ser, que faz comunicação com amor e que realmente acredita que todos, sem exceção, são iguais , perante não somente a Deus ( Buda, Jeová, ou seja lá qual for a sua crença) mas aos homens.

Grandes chances renascem através de pessoas especiais, que criam coragem para derrubar muros antigos, feitos de velhos tijolos, e aparentemente resistentes ao tempo e a todos, e que, estendem a mão, mostrando que vale a pena ser a Ana Paula que escolhi ser.




quarta-feira, 24 de abril de 2013

Acordei, era tudo um pesadelo, Bom dia!


Imagine que você fosse capaz de enxergar o sonho de cada pessoa, a esperança de cada um colocada no acender de uma vela, no pedido feito antes de dormir ou em um momento de desespero e choro incontrolável, qual seria sua reação?

Tire um rx dos pedidos de todos que estão a sua volta, ou mesmo daqueles que cruzam o nosso caminho na rotina do dia a dia do metro ou transito, visualize esses desejos. Mas, e ai, ficaria inerte a eles? Ouvir e ler bastaria?

 Há alguns anos passei a crer realmente do poder da força de vontade, desejo de que tudo melhore, de que a tempestade passe e logo apareça novamente o sol (que nem precisa ser forte e quente, pode ser tímido e acompanhado de uma leve brisa), que faça a gente acordar com aquela preguicinha gostosa, mas com vontade de ver e viver a vida novamente. Inconscientemente, por um tempo havia me esquecido disso e precisei de anjos em forma de amigos e irmãos pra me relembrarem desse poder.

Desconfio sinceramente que esta seja mais uma das funções dos nossos amigos de verdade, ouvir nossos desejos ou por muitas vezes adivinha-los e colocar a mão na massa, tentar arranjar soluções, instigarem uma fé, que muitas vezes nem sabemos que existe, dentro da gente. Definitivamente psiquiatras deveriam recomendar "doses intensas e diárias de amigos".



Por cada bom dia na cama pela manhã,  "tenha fé e torça, que vai dar certo e vamos vencer", "vc tem potencial, acredite nele", entre outas tantas coisas que li, ouvi e senti, e se hoje to bem e sinto meu coração calmo e aquela vontade linda de sorrir novamente, é por culpa de cada um de vcs.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O desafio é não entrar no clima de caça.


Desafiar, transpor barreiras e romper limites, argumentos que valem uma passada no cinema nesse próximo final de semana para assistir "O último desafio", longa que marca a volta de Arnold Schwarzenegger as telonas.

O filme também trás a participação de Rodrigo Santoro, assumo que inicialmente julguei que seria uma daquelas rápidas aparições do personagem latino da trama, mas não. Rodrigo aparece mais do meio para o final, sem muitos holofotes, mas marcando presença.

É importante entrar na sala disposto a relembrar os grandes clássicos violentos e sanguinários dos anos 90. Seu ouvido vai explodir ao sons dos tiros de rajadas, metralhadoras e outras diversas armas (assistindo entenderão porque enfatizar "diversas armas" não é um exagero), mas é exatamente ele, o som , o responsável por transportar o expectador para o mundo do crime organizado, FBI , e porque não dizer, de uma tranquila e pacifica cidade do norte americano.

Homens se deleitarão com carros magníficos e supriendentes, verdadeiras máquinas de velocidade e durabilidade. Aventuras e estratégias da incessante caça ao bandido, que no caso desse filme, sabe ser inteligente e esbanjar classe e poder com maestria, também prenderão os olhos masculinos a telona. Armas, tiros e sangue, muito sangue, fecham com classe o estilo "filme que os homens vão amar assistir". Mulheres, desafiem-se a assistirem o filme de olhos abertos, sem pular ou agarrar o namorado (a não ser que isso faça parte do seu jogo de sedução) e entenderem um pouco mais os gostos dos homens. Apreciem o rápido e complexo romance da mocinha com o "bandido interiorano" e a cena que monstra o barulhento e perigoso pedido de "volta pra mim" do casal. Cenas engraçadas também estão presentes no filme e elas são as responsáveis por "quebrar" a rotina dos tiros e gerar boas risadas na platéia.



A sinopse do filme é fraca e nada instigante perto do que o ele oferece. Vale a passadinha no cinema no próximo final de semana e um bom balde de pipoca para assistir "O último desafio".

https://www.facebook.com/OUltimoDesafioOFilme

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Em plena segunda, um terror de primeira.

Deixar a sala de cinema com a mente deliciosamente conturbada e pensativa, sentimentos que permaneceram em minha cabeça até amadurecer um pouco tudo que absorvi ao assistir “A última casa da rua”, longa de terror que estreia agora em dezembro nas telas de cinema aqui de SP.
Muito me lembrei da corrente determinista da nossa literatura, afinal a grande “sacada” do filme se baseia no credo de que o individuo se torna exatamente o resultado do meio ambiente físico, social e principalmente psicológico de sua hereditariedade. A criação da mente psicopata do(a) assassino(a) ( não vou aqui revelar um dos principais segredos do filme) é a peça chave para entender todos os acontecimentos da trama.
Extremamente recomendado para os que estão com saudades de dar “pulos” da cadeira do cinema e porque não, rirem disso, a última casa da rua retrata muito mais do que as sinopses afirmam.  A trama apresenta um inicio bem morno que me fez pensar “mais um filminho de terror bem bobo”, mas após 10 minutos, coloca uma pulga atrás da orelha de muitos e hipnotiza o espectador durante aproximadamente 1h40.
Enfim, um terror que há tempos não aparecia nas telinhas de cinema, daqueles que provocam sustos e sensação de medo através de sons e mensagens subliminares (ai que vontade de contar!), provocando choques de desconforto momentâneo e insegurança.
E os próximos:


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ai, ai, ai ... ta doendo!


Desde criança, sempre que passava perto das "casinhas" que ficam no quarterão da Unifesp - EPM ( Universidade Federal de SP - Escola Paulista de Medicina) , lia todas as plaquinhas e me perguntava "Nossa tem clinica de especialidade pra tudo?", um dia li uma que falava assim "Clinica de Dor" e pensei " Essa deve ser boa, toda doença causa uma dor ", e  essa semana comprovei um pouco do porque da existência dessa especialidade.


Dentistas devem se formar com essa especialização, me falem o que é uma dor de dente? A dor começa discreta e em pouco tempo toma conta da sua boca, maxilar  ouvido e sobe para o cérebro , martelando e espremendo o pouco de massa que ainda resta. Minhas crises de enxaqueca ja me davam vontade de me jogar na frente dos carros, minha última dor dente foi um pouco pior.

Dor de dente, enxaqueca.. dor ... um assunto que me chamou atenção.

Quantos tipos de dores existem? O que elas causam? Quais são os remédios indicados? Pensei em alguns:

Dor da alma
Quem ja não teve a alma machucada, se decepcionando com alguém  vendo o que não deveria ver, ouvindo o que não deveria escutar. Decepção é um tipo de dor, daquelas que também enlouquecem, porém que passam quando descobrimos o remédio, que na grande maioria das vezes esta dentro da gente, na nossa maneira de agir, pensar e encarar os fatos.



Dor de cotovelo
Ou como apelidei "dor Maria Madalena".. sim sim , quem nunca a sentiu que atire a primeira pedra! Aquela vontade de ter o que a outra criança tinha quando eramos criança, aquele carinha lindo do colégio que incrivelmente sempre beija aquela menina linda e que é claro vc acha nojenta  patricinha e anti social. Essa dor eu posso afirmar que certamente é a que machuca menos e passa logo, sem remédio forte, uma injeção de realidade já basta. O único problema da dor de cotovelo é que em muitas pessoas ela não passa nunca, se transforma em dor crônica e ai sim existe a necessidade de isolar esse doente em um lugar bem longe.

Dor da perda
Essa felizmente nem todo mundo sentiu, mas certamente é a mais forte de todas. Ela machuca por muito tempo, aparece normalmente sem razão aparente e quando não estamos esperando (ou até estamos, só não acreditamos). Seus efeitos colaterais duram um bom tempo, curam sem remédio e o analgésico é o tempo, ele passa e deixa uma cicatriz que naturalmente é coberta por uma tatuagem escrita "saudade".


Dor Mental 
Poucas pessoas devem acreditar, mas leio e escuto coisas que realmente machucam. Castigar o português em exagero fere tudo que me repetiramnesses anos de escola "Você tem que estudar" "Ler faz bem". Nunca fui nerd e muito menos acho que escreva bem, como as virgular, esqueço os pontos etc  mas o que são os "menas" "escesão" "possa estar entregando, analisando, vistoriando" , eles machucam.  É triste pensar que o remédio pra essa dor é daqueles que devem ser tomados em pequenas doses, diariamente e de uso continuo, coisa que o Brasil não andam fazendo, abandonando a educação básica as traças.

Dor física 


Ah, pra essa remédio, sorriso e um pouco de pensamento positivo  dá um jeitinho e vamo em frente!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Lembranças no armário


Mudar de idéia, opinião, gosto, experimentar novos sabores e conhecer novos sorrisos, ações cotidianas que vemos passar e não nos damos conta do quão importantes são para o nosso crescimento.

Tudo pode começar com um simples "oi, seja bem vinda! ( nem sempre literalmente com essas palavras) e algum tempo depois surge uma noite de sorrisos, descobertas e muita diversão. Sim, sim as pessoas ainda me surpriendem e me encantam, e teimo em repetir que nunca vou deixar de acreditar que ainda existem pessoas assim, que me rodeiam e cruzam a minha vida pra isso.

Hoje parei pra pensar que o "G" passou a ser importante demais pra mim. Não! Não estou falando do ponto G ( mas esse ainda continua sendo muito importante tb rs)  e sim dos Gs que andaram me encantando ultimamente. Sentia falta de um G que me fizesse rir, me causasse preocupação e me provocasse um carinho intenso e verdadeiro, misto de mãe, irmã e companheira de enrascadas e loucuras (mesmo que muito pequenas, comparada com as que passam pela nossa cabeça).

E, se não bastasse um ... em uma noite fria, um dia de semana qualquer, dentro de uma lanchonete em um dos centros comerciais mais esquisitos e democráticos de SP, que poderia ser uma simples criança, que como outras tantas, vendem e oferecem no comércio ilegal, os mais diversos produtos, mas não, era um ser realmente diferente, um G de 12 anos, que para pagar suas aulas de ballet (arte mais do que sensível e necessitada de uma alma leve) carregava o peso de transformar os problemas em tragédias, facas e mágicas em medo e sonhos em vontade de continuar, algo realmente confuso e intrigante. G cruzou meu caminho aquele dia, e acho que minha estrada não será mais a mesma, uma nova e pequena pedra foi colocada nela,  disposta a me mostrar que para todo fim, existe um recomeço.


Texto confuso, mas preciso guardar isso no meu armário de lembranças, que, mesmo bagunçado como meu guarda roupa, necessita ser abastecido periodicamente.

domingo, 2 de setembro de 2012

Olhos nos pés, filmes que passam por nossa imaginação


Sempre achei que escrever fosse um grande desafio, colocar em palavras o que penso e acho do mundo que me cerca, transmitir sentimentos em caracteres e fazer com que  quem  leia sinta exatamente o que eu estava sentindo , ou o mais proximo disso.

Agora me dei um novo desafio, escrever sobre o sentimento e a percepção do alheio, do artista, do mundo visto pelos olhos do coração de quem nasceu para isso, e porque não dizer de quem nasceu e não morreu até hoje por isso, por esse amor pela fotografia.

Não me considero nada gabaritada para analisar o trabalho do Fernando Siqueira (http://www.fernandosiqueira.com/) , minha percepção sobre sentimento e olhares nunca ultrapassaram as mais simples e tradicionais do senso comum, mas sim , posso descrever o que sinto quando vejo seu trabalho.

Artista nato, capturador de mentes, pensamentos e ações do cotidiano de maneira espetacular, aquele tipo de foto que faz a gente parar e pensar no seu contexto, no que acontecia naquele momento. O  que mais me impressiona é o olhar dele, aquilo que supera a tecnica e ressalta o verdadeiro "dom" do profissional , cenas cotidianas falam comigo enquanto vejo suas fotos, resumidamente é isso , suas fotos falam comigo e mais do que isso, chegam a dialogar.

Isso aqui , nada mais é do que admiração por um artista! Adoro seu trabalho.

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1706315869056.2083193.1572823494&type=3




domingo, 26 de agosto de 2012

A memória do cheiro


Se tem um dos sentidos do corpo que realmente faz diferença em uma primeira impressão é o olfato, me espanta a capacidade dele provocar reações físicas e psíquicas em nosso corpo, modificando atitudes, pensamentos e até mesmo provocando desejos.

Aromas, perfumes e fragancias misturados à feromônios e aos demais sentidos, realmente podem fazer com que o ser humano por mais tranquilo, tímido e recatado, se comporte como o verdadeiro "homem das cavernas" e ataque sua presa, devorando-a em qualquer um dos sentidos.

Cheiro, ao meu ver é o que finaliza tudo, é o divisor de águas entre o "ok, essa pessoa me encantou de vez" ou o " humm, acho que não era bem isso", ele sela com maestria qualquer encontro bem sucedido.
Estava pesquisando um pouco sobre o assunto  (é, se pesquisadores já pararam para pensar nesse assunto, ao menos neste aspecto, não sou uma exceção), o poder o olfato está diretamente relacionado ao paladar e desejo pelo que estamos prestes a comer ou fazer com o "objeto" cheiroso, ou seja se o cheiro é bom a água na boca para que aconteça o toque dos lábios aumenta vertiginosamente. 


O mais engraçado sobre tudo isso que escrevi, e que agora parei para pensar, diz respeito a cheiros que podem não ser muito agradáveis a todos, mas que hoje remetem especificamente a momentos bons, pode parecer ainda mais paradoxal, mas quem nunca sentiu saudades ou lembrou de alguem pelo cheiro de um lugar onde estavam juntos, seja de um carburador furado de um caminhão, que fez questão de jogar fumaça em vocês, ou até mesmo o cheiro do cigarro do carro da pessoa ( realmente nunca imaginei que o cheiro de um perfume misturado com o cheiro do cigarro pudesse me inspirar a escrever algo, surpresas da vida como ela deve ser)

Claro que esse meu pensamento e pesquisas sobre o assunto não me faz crer que somente o cheiro basta, isso seria feitiço demais, ainda acho que o conteúdo do frasco contribui muito para que aquela arte do "encantamento" , a qual já me referi em um post antigo, aconteça na sua totalidade, mas foi o cheiro que hoje me trouxe lembranças inspiradoras.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Um amor em 8 semanas.


Aí, chega o dia em que aquela paixão arrebatadora se acaba, mas que como todas as paixões verdadeiras, se transformam em amor. Sim , sim aquele amor de verdade, que supera a barreira da atração sexual e se aloja nas principais qualidades do ser ( neste caso, dos seres) amados. 

Foi uma paixão que durou exatamente 8 dias, onde os encontros iniciais foram regados à frio na barriga e início de descobertas. Calculando com a frieza de um matemático foram exatamente 24h de convivência, mas que, como toda e qualquer paixão, foge dos parametros exatos dos números e se transforma aparentemente em dias, meses e anos, e que no final do tempo, transparece para todos a impressão de que nos conheciamos há décadas.

Outra característica clara dessa paixão que me arrebatou, e agora deixa saudades, são as qualidades que encontramos em quem nos apaixonamos, e isso também não foi diferente. Tinha mulher menina, que já nos "inta" se transformava em uma criança sapeca e uma musicista bem inexperiente, porém corajosa, amável e dona de um potinho onde cabiam bem mais que uma vozinha, abriga ali uma casa de repouso, onde só entravam as senhorinhas de sorriso  sincero e olhar brilhante. 

Tinha a professora dedicada, inteligente, prestativa e extremamente pespicaz, dotada de uma sensibilidade extrema e de um olhar encantador, que se  fantasiada com óculos dignos de uma fashion week. Dona de uma conversa envolvente e sempre , sempre disposta a aprender e ensinar. 

Tinha aquela que de tão perdidinha, perdia sua amiga bailarina, encantava as crianças, adultos, senhores , senhoras, enfermeiras , médicos e até mesmo o padre. Ela era a que certamente possuia a maior sensibilidade, sabia detectar o que a pessoa precisava, e ficava lá, dando atenção , carinho e sorrisos, muitos sorrisos à quem cruzasse pelo seu caminho, com uma pontinha siquer de tristeza.

Teve também aquelas características que surgiram por pouco tempo , mas que também ajudaram a completar o quadro de "qualidades que me fizeram apaixonar". Alemãs nordestinas de sorriso e peito aberto, coragem e determinação para superar as rasteiras que a vida nos dá , sempre acreditando no poder do sorriso. Aquela que é mãe e que fazia transbordar o amor de mãe, amiga e  companheira para quem estivesse precisando, aquela que encantava com sua criatividade e inteligência.

E se tudo isso não bastasse, ainda tinha  um lindo, alto, forte e simplesmente espetacular Toddynho ( companheiro de aventuras), que estava sempre lá, ao meu lado, elaborando planos maquiavélicos e sensibilizando a todas com palavras lindas, vindas do coração.

Enfim, acredito agora, mais do que nunca, que o amor nasce dos pequenos gestos, das grandes atitudes e no poder do sorriso de cada um.



domingo, 22 de julho de 2012

Simplesmente uma constatação:o mundo não foi feito para pessoas grandes.

Roupas e móveis, dois setores do comércio que  não oferecem muitas opções  para quem está fora dos padrões normais (leia normal neste caso, como padrão estabelecido por algum infeliz que um dia resolveu tornar a minha vida mais complicada). Falo isso com experiência de causa, por ser gorda a mais de 30 anos (isso mesmo, tenho 31 e já nasci fora dos padrões).
A revolta inicial para escrever isso tudo veio das malditas toalhas de hoteis, moteis, pousadas, etc  que não servem para enxugar um gordinho! Sim, elas são pequenas demais e isso realmente me irrita, o que custa colocar e padronizar aquelas toalhas com um tamanho um pouquinho maior? Gordinhos também se hospedam e usam moteis, sabiam?


Quanto ao vestuário, achar uma roupa está realmente mais fácil, atualmente consigo encontrar um cantinho em qualquer loja de departamento que tenham as "roupas tamanhos especiais", o que já é um grande avanço , porém seria bem legal se eles soubessem que nós não temos todas 50 anos ou mais e que se gostássemos das roupas, estampas e modelos usados pelas nossas avós , iriamos em um brechó ou assaltaríamos o guarda roupas delas.  As lojas especializadas em tamanhos grandes estão tomando este cuidado, porém pra ser uma gordinha vestida conforme a sua idade é necessário desembolsar bem mais que qualquer "tchutchuquinha" magrinha, pois o valor de qualquer peça chega à ser 200% maior do que a mesma em uma loja tradicional . Não basta ser gorda, seja rica, bem sucedida e ganhe sempre mais que qualquer magrinha por ai.
Nunca passei pelo desespero de ficar presa em uma cadeira, pq sou uma gorda não proporcional e passei longe na fila de distribuição de quadril, mas vejo muitas mulheres que sofrem com isso e que preferem ficam em pé em qualquer festa que tenha aquelas malditas cadeiras estreitas de plastico, sim aquelas com braço que parecem estar lá olhando para o seu quadril e falando "lero, lero , aqui você não entra". Algum magrinho(a) se importaria em sentar em uma cadeira um pouco mais larga? Não né, então, pq aqueles braços?
Outro problema bem característico das pessoas que são fora desses padrões é o banco no transporte público. Ok , agora fizeram aquele banco constrangedor e de tamanho monstruoso no metrô e ônibus (exageraram né, mas tudo bem , pedir que tivessem meio termo seria demais) , mas alguém ja pensou que pessoas gordas geralmente são maiores na altura também e que sendo assim a distância entre um banco e o outro (isso só acontece nos ônibus) deveria ser maior. A minha perna dobrada, quando sento, não cabe ali naquele espaço, meu joelho fica praticamente fazendo massagem na coluna da pessoa sentada à minha frente, isso é claro quando não existe aquela proteção de plástico extremamente dura que esfola meu joelho todo, rezar o terço de joelho na igreja deve doer menos.
Então, somos gordinhos, altos , sofremos para comprar roupas que sejam usuais para a nossa faixa etária e que caibam no bolso , para nos enxugarmos em qualquer tipo de hospedagem e ainda sim conheço bem poucas pessoas , que assim como eu,  estão fora dos padrões, são mal humoradas. Gordinha sim , de mal com a vida, nunca!